Acelerando um futuro sem diferenças

Uma história rápida de mulheres, voto e igualdade

Há cem anos, o acesso das mulheres ao dinheiro e ao poder era … vamos com “insignificante”. As oportunidades de trabalho eram limitadas a “trabalhos de mulher” e as “as condições estavam piorando drasticamente”. As mulheres na maior parte pararam de trabalhar depois que se casaram.

 

Durante o governo de Getúlio Vargas, a mulher brasileira conquistou o voto em 1932 – mas, na verdade, foi bem complicado. À medida que avançamos para a temporada de eleições, aqui está uma rápida olhada para onde estivemos e para onde deveríamos ir.

 

A história das mulheres e a votação no Brasil

 

Mas a luta pelo voto já havia começado muito tempo antes e o Brasil poderia ter sido a primeira nação do mundo a aprovar o sufrágio feminino. No dia 1º de janeiro de 1891, 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto da Constituição conferindo direito de voto à mulher – mas tal emenda foi rejeitada. A ideia de mulheres atuando na esfera pública fora repelida por séculos em todo o mundo e levaria algumas décadas para que os mais elementares direitos fossem obtidos, ainda que mais no papel do que na prática.

 

O Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado brasileiro a conceder o voto à mulher: em 1927, lá foi registrada a primeira eleitora, Celina Guimarães Viana, que requereu o alistamento baseada no texto constitucional do estado que mencionava o direito ao voto sem distinção de sexo.

 

Entretanto, na primeira eleição em que as mulheres votaram, seus votos foram anulados por decisão da Comissão de Poderes do Senado Federal, em 1928, sob a alegação de que era necessária uma lei especial a respeito. Em seguida, o estado elegeu, em 1929, a primeira prefeita da América do Sul, Alzira Soriano, na cidade de Lajes.

 

Em fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o tão esperado direito de voto. No ano seguinte, as brasileiras puderam participar da escolha dos seus candidatos para a Assembleia Constituinte em todo o país, mas o voto feminino ainda era facultativo. Somente com a promulgação da nova Carta Magna de 1934 o direito feminino de se alistar foi transformado em dever.

 

De toda forma, o direito ao voto feminino – acompanhado do direito de se candidatar e ser eleita – foi conquistado com lutas históricas de longa duração com mulheres desbravadoras que lideraram as primeiras conquistas feministas e mostraram que lugar de mulher é também nos centros de decisão do país.

 

A votação ainda é importante. (Muito.)

 

Avanço rápido para hoje. E você pode ter ouvido esta parte: Mulheres estão quebrando recordes políticos em todo o lugar em 2018. A Lei nº 9.504/1997, que rege as nossas eleições, estabeleceu que cada partido ou coligação deve reservar pelo menos 30% de suas vagas para as candidaturas de mulheres. As mulheres são candidatas a deputadas, governadoras, senadoras e para presidente. Isso significa mais mulheres estão apoiando candidatas – e mais mulheres (esperamos) acabam votando em questões que importam para … você adivinhou, mulheres.

 

É bem histórico.

 

Seja qual for a sua política (e há mulheres concorrendo), há um forte argumento para votar nas mulheres: elas fazem as coisas.

 

Entre os especialistas, o nível de participação de mulheres no Poder Legislativo é um indicador confiável do grau de amadurecimento das democracias: quanto mais postos o sexo feminino conquista na cúpula do governo, mais igualitário tende a ser aquele país – ou, pelo menos, mais preocupados os governos estão em reduzir as diferenças entre homens e mulheres.

 

No entanto, no Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais são mulheres. Ocupamos o 154º lugar entre 193 países do ranking elaborado pela associação, à frente apenas de alguns países árabes, do Oriente Médio e de ilhas polinésias.

 

E por que nós, brasileiros, damos poucos votos para mulheres? Qual o motivo para, independentemente de sermos homens ou mulheres, ricos ou pobres, com muita ou pouca educação, moradores das metrópoles ou de povoados do interior, votarmos proporcionalmente menos nas mulheres?

 

É provável que exista uma questão cultural, ligada a preconceito e discriminação. Responsabilidades muito maiores (muitas vezes sem contar com qualquer colaboração masculina) na criação da família e nos afazeres domésticos, barreiras no mercado de trabalho e o preconceito impedem que as mulheres pratiquem a política e sejam ouvidas da mesma maneira que os homens.

 

Então, talvez você não esteja registrado para votar onde mora. Ou talvez você viva em uma cidade de “perfeita” ou em um estado com uma única cor, e você acha que sua voz não importa. Ou talvez você esteja agoniada com as notícias políticas (ugh, nós sentimos você nessa).

 

Faça assim mesmo: Vote consciente. Diga a seus amigos para votar conscientemente. E vote e torne as coisas mais iguais para as mulheres.

 

Confira o texto original na íntegra no: Politize!

 

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